Os 19 galos apreendidos na ultima terça-feira (21) foram todos adotados e receberam nomes que podem inspirar suas cantorias. Os animais foram resgatados de um criadouro clandestino no bairro Uberaba, em operação conjunta entre a Secretaria Municipal do Meio Ambiente, Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente, Conselho Regional de Medicina Veterinária e Departamento de Medicina Veterinária da Universidade Federal do Paraná (UFPR). A operação foi organizada após denúncia de que eles eram treinados para participar de rinha.

Por terem sido condicionados a brigar, os animais não podem mais conviver com outras aves no mesmo ambiente e, por isso, foram colocados para adoção monitorada e adotados por profissionais relacionados às causas ambientais.

Os adotantes batizaram os animais com nomes de cantores antigos famosos, em homenagem ao Roberto Carlos, galo de briga adotado há alguns anos professora de Medicina Veterinária legal da UFPR, Rita de Cássia Maria Garcia. Segundo Rita, o nome Roberto Carlos foi muito apropriado. ”Desde que foi adotado,  a cantoria é o único trabalho dele”.

A veterinária residente da UFPR, Emely Dias, adotou um dos galos e aderiu à moda. “O Amado Batista não parou de cantar depois que foi solto na grama do quintal e recebeu galhos para se empoleirar”. Emely vai se casar em dezembro, por isso deixou o galo na casa da sogra para que o noivo cuide por enquanto.

A aluna de Medicina Veterinária da Faculdade Evangélica do Paraná, Amália Silva batizou o ex-galo de briga que adotou de Cauby Peixoto. Cauby  juntamente com Reginaldo Rossi, Erasmo Carlos e Luan Santana, viverão em uma chácara em Colombo. O sogro de Amália está reformando o galinheiro para que cada galo tenha seu cantinho. Segundo Amália, suas duas filhas amaram os galos, pegaram no colo e uma delas sugeriu o nome do jovem cantor sertanejo para um dos novos integrantes da família.

O funcionário do Hospital Veterinário da UFPR, Carlos Fernandes adotou dois dos galos apreendidos. Um deles foi batizado como Raul Seixas, pois o adotante disse que é fã incondicional do maluco beleza. O outro galo, que ainda permanece internado no próprio Hospital da UFPR, será chamado de Lindomar Castilho.

Além destes, o galo Pixinguinha, do Aurienor de Oliveira, vai morar em uma chácara em Agudos do Sul, cheio de galinhas. E o Renato Borghetti vai ficar aqui mesmo em Curitiba, vivendo num quintal com várias galinhas.

Todos os galos de briga apreendidos foram imediatamente microchipados e ficaram por um período de 24 horas em observação para avaliação da condição físico sanitária. Passado este período, foram colocados para adoção segundo a lista de interessados que ligaram para a Rede de Proteção Animal.