A ave é predominante no Paraná, mas
habita também São Paulo e Santa Catarina.

Cinco pesquisadores, entre biólogos e médicos veterinários, além de cerca de vinte voluntários de diversas áreas estarão, neste final de semana, realizando o censo do papagaio-de-cara-roxa. Os participantes estarão visitando diversos pontos do litoral do Estado, como Ilha do Mel, Ilha da Cotinga e Guaratuba, entre outros.

O papagaio entrou para a lista de espécies ameaçadas de extinção – organizada pelo Instituto Brasileiro de Meio Ambiente (Ibama) – em meados da década de 80. O último censo realizado no Paraná, há cerca de três meses, identificou 3,4 mil indivíduos. Embora seja predominante no Paraná, o animal também habita o sul de São Paulo e o norte de Santa Catarina.

Segundo a coordenadora do projeto de conservação da espécie mantido pela Sociedade de Pesquisa em Vida Selvagem e Educação Ambiental (SPVS), Elenise Sipinski, a principal ameaça ao papagaio-de-cara-roxa é o tráfico. Como o animal é considerado bonito e possui penas de cores fortes, acaba tornando-se atrativo aos traficantes. “Os papagaios são retirados do ninho ainda filhotes. De cada dez, apenas um sobrevive. Eles costumam ser comercializados em beiras de estradas, cativeiros clandestinos e feiras irregulares. Muitas vezes, são vendidos até no exterior”, explica Elenise. “Para combater o problema, é importante que as pessoas denunciem a venda. Muita gente, por pena do animal e na tentativa de ajudar, acaba comprando. Essa é uma atitude errada”.

Desmatamento

Outro fator que contribui para a extinção é o desmatamento da Mata Atlântica, habitat natural do papagaio-de-cara-roxa. O corte das árvores faz com que os animais fiquem sem abrigo, sem local seguro para os ninhos e tornam a alimentação escassa.