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Downburst: o que é o fenômeno que provocou danos em Campina Grande do Sul?

Imagem mostra o telhado de uma estrutura completamente retorcido.
Imagem mostra o telhado de uma estrutura completamente retorcido. Foto: Reprodução/Simepar.

Enquanto parte do Paraná enfrentava temperaturas recordes, Campina Grande do Sul, na Região Metropolitana de Curitiba, registrou uma tempestade severa na tarde desta terça-feira (17/2), num episódio causado por um downburst (entenda mais logo abaixo). A estação hidrológica do Capivari apontou acumulado de 55,4 milímetros de chuva em apenas 15 minutos.

O temporal provocou alagamentos e danos estruturais. Em uma borracharia localizada nas proximidades da BR-116, parte da cobertura foi arrancada pela força do vento. Em Maringá, em outubro de 2023, casos semelhantes foram provocados por rajadas de vento que chegaram a 110 km/h e um acúmulo de chuva superior a 90 mm.

De acordo com a classificação do Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar), o episódio foi causado por um downburst, também chamado de microexplosão.

O downburst é um fenômeno associado a tempestades intensas, inclusive supercélulas. Diferentemente do tornado, que envolve uma corrente de ar rotativa que toca o solo, a microexplosão ocorre quando uma massa de ar desce em linha reta, com grande velocidade, e atinge diretamente a superfície.

De maneira simplificada, a microexplosão ocorre quando a nuvem não sustenta o volume de água em seu interior e libera a precipitação de forma abrupta, acompanhada por vento intenso. 

Ao alcançar o solo, a corrente de ar fria e densa se espalha, ampliando a área de impacto. Embora seja mais rápido que um tornado, o fenômeno pode provocar danos significativos em poucos minutos e até maiores que o de um tornado. Normalmente, a duração não ultrapassa cinco minutos.

Para confirmar oficialmente a ocorrência de uma microexplosão, especialistas analisam imagens aéreas, dados de radar e padrões de destruição. Segundo o Simepar, o episódio em Campina Grande do Sul ainda está em avaliação, à medida que novas informações e registros são incorporados à análise técnica.

Foto: Reprodução/Bom Dia Paraná/RPC.
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