Foto: Daniel Derevecki

Autoridades e cadetes participaram das festividades no Quartel da PM.

Este ano faz 216 anos que Tiradentes foi enforcado e esquartejado por ter se envolvido no movimento que pregava a liberdade de Minas Gerais da Coroa Portuguesa, a Inconfidência Mineira.

Em Curitiba, a homenagem ao patrono das polícias brasileiras foi no prédio do Quartel do Comando Geral da Polícia Militar do Paraná. As comemorações foram transferidas para o local porque a Praça Tiradentes está em obras.

Tiradentes exerceu várias atividades, entre elas a de militar. Por isso, foi escolhido patrono das polícias brasileiras. Em sua mensagem, o comandante-geral da Polícia Militar, coronel Anselmo José de Oliveira, comparou os ideais do herói nacional com os da polícia hoje. ?Ele também veio de origem humilde, como a maioria, e abraçou a carreira militar desejando construir uma sociedade melhor?, falou.

Foram depositados flores diante de um quadro de Tiradentes e cadetes da Academia Militar do Guatupê desfilaram. O delegado-chefe da Divisão de Polícia do Interior da Polícia Civil, Luiz Alberto Cartaxo Moura, também prestou homenagem ao mártir e disse que os policiais militares, como os civis, são heróis nacionais, que lutam pela segurança pública do país. Membros da maçonaria também participaram e deixaram uma mensagem de paz. Os inconfidentes pertenciam à associação.

História

Joaquim José da Silva Xavier nasceu próximo ao arraial de Santa Rita do Rio Baixo, em Minas Gerais. Ele trabalhou como tropeiro, minerador, comerciante, militar e se dedicou às práticas farmacêuticas e ao exercício da profissão de dentista – em função disso o apelido de Tiradentes.

Na época, os moradores precisavam pagar anualmente à coroa portuguesa cem arrobas de ouro, mas com o declínio da mineração foi ficando impossível cumprir o que determinava a lei. Em 1782 foi decretado uma medida que permitia cobrar impostos atrasados, mesmo que para isto fosse necessário confiscar bens. Isso desagradou os moradores que começaram um movimento de revolta, entre eles Tiradentes.

O principal plano dos inconfidentes era criar um governo republicano na província. Mas o grupo foi traído e preso. Tiradentes acabou assumindo toda a culpa e sendo o único condenado à morte. Curiosamente, os outros eram mais ricos ou detinham patente militar superior.

A morte de Tiradentes foi um espetáculo para mostrar a força da coroa portuguesa. No dia 21 de abril de 1792 ele percorreu várias ruas do centro da cidade do Rio de Janeiro e a leitura da sentença durou cerca de 18 horas. O mártir foi executado e esquartejado. Partes de seu corpo foram espalhadas por várias cidades. Arrasaram a casa onde morava, jogando sal ao terreno para que nada germinasse no lugar. Também foram declarados infames a sua memória e seus descendentes.