Omissão de rendimentos é a causa campeã de retenção na malha fina da Receita Federal. Por isso, deve ser o principal foco de atenção dos contribuintes na declaração do Imposto de Renda Pessoa Física 2015. Para reduzir as chances de ser barrado pelo Fisco, o próprio órgão divulgou uma série de dicas aos consumidores.

“O trabalhador precisa informar todas as fontes pagadoras que teve ao longo do ano – mesmo que tenha sido um serviço prestado sem relação com a sua atividade principal”, alerta Mário Pinho, vice-presidente do Sindicato dos Auditores Fiscais da Receita Federal (Sindifisco Nacional). Segundo ele, as empresas têm a obrigação de enviar o informe de rendimentos, mesmo para um profissional liberal ou autônomo.

O aposentado que volta a trabalhar também deve calcular todas as fontes de renda para ter certeza de que não se encaixa em algum dos itens de obrigatoriedade. “O valor da aposentadoria pode ficar abaixo da isenção. Mas, se for somado com o novo salário, provavelmente ele estará sujeito a entregar a declaração – e ainda com imposto a pagar”, explica o consultor tributário Antonio Teixeira.

Entre os rendimentos, também merece destaque a previdência privada. “Se não declarar o resgate ou o rendimento, é certeza que vai para a malha fina”, diz Teixeira. Já a pensão alimentícia só pode ser integralmente deduzida se tiver sido decidida judicialmente. Além disso, quem paga a pensão não pode declarar o alimentando como dependente.

Até as 17h de ontem, a Receita já havia recebido 602.811 declarações de Imposto de Renda de Pessoa Física (IRPF 2015). O prazo para entrega começou na segunda-feira (2) e vai até 30 de abril. O órgão espera o envio de 27,5 milhões de declarações.

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