Curitiba reforça integração com cidades vizinhas

Para reforçar a integração metropolitana, o prefeito de Curitiba, Gustavo Fruet, assinará nesta quarta-feira (24) convênios e termos de cooperação técnica com prefeitos de algumas das cidades vizinhas da capital. Os documentos funcionarão como “guarda-chuvas” que permitirão o desenvolvimento de projetos comuns entre os municípios. Eles serão assinados antes da reunião da Associação dos Municípios da Região Metropolitana de Curitiba (Assomec), em que os prefeitos vão discutir a integração do transporte, mobilidade urbana e abastecimento.

A integração é o caminho da sustentabilidade da Região Metropolitana, afirma Gustavo Fruet. “De nada adianta Curitiba progredir, se o entorno não progredir junto”, disse o prefeito.”O que acontece nessas cidades repercute diretamente aqui, e o que fazemos aqui tem consequência imediata nos outros municípios, portanto precisamos trabalhar juntos.” Na opinião de Gustavo, a integração deve aumentar, para melhorar o desempenho em áreas como segurança, mobilidade e meio ambiente, além de gerar oportunidades econômicas.

Transporte

Para o prefeito da Capital, a integração do transporte coletivo e do abastecimento está entre as medidas mais importantes para dar segurança e equalizar o acesso entre os cidadãos de todo o cinturão metropolitano. A Rede Integrada de Transporte (RIT), implantada no final dos anos 70, sustenta Gustavo, é um patrimônio técnico, social e político que trouxe benefícios inegáveis para as cidades, para a qualidade de vida, o meio ambiente e as atividades econômicas dos municípios envolvidos.

O prefeito enfatizou que a integração do transporte, recomendada por especialistas em mobilidade no mundo inteiro, “garante uma tarifa única, reduz o número de ônibus circulando nas cidades, padroniza procedimentos, organiza o sistema e reduz o impacto do transporte coletivo sobre o meio ambiente.”

A integração permite, por exemplo, o atendimento de Curitiba e 13 municípios da Região Metropolitana com uma frota de 1.930 ônibus. Se estes 13 municípios não estivessem integrados, seriam, no mínimo, mais 350 ônibus circulando na Capital. Essa frota representaria a emissão de 1,3 mil tonelada de poluentes a mais por ano.

Nos municípios vizinhos, sem a integração, além do prejuízo para os usuários, que precisariam pagar duas tarifas, haveria necessidade de grandes investimentos para aumentar a frota e construir terminais próprios.

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