Ponta Grossa – A cesta básica do ponta-grossense apresentou queda de 1,08% em agosto, segundo levantamento do Centro de Estudos e Pesquisas Rouger Miguel Vargas, da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG). De R$ 306,06 em julho último, a compra dos 29 produtos que integram a pesquisa da UEPG caiu para R$ 302,77. Dessa forma, uma família com renda mensal de um salário mínimo (R$ 260,00) precisaria de aumento de 16,45% em seus rendimentos para a aquisição de todos itens da cesta. Em janeiro, com o mínimo em R$ 240,00, a defasagem do mínimo em relação ao valor da cesta básica (R$ 281,20) era de 17,17%.

O Índice Cesta Básica (ICB) da UEPG leva em consideração o consumo básico de alimentação, higiene e limpeza de famílias residentes em Ponta Grossa com quatro membros em média e renda mensal de um a cinco salários mínimos. A pesquisa corresponde aos preços praticados na primeira semana de cada mês, em comparação com os valores levantados no mesmo período do mês anterior. Segundo os técnicos do Centro Rouger Miguel Vargas, o ICB não deve ser confundido como aferidor de inflação, cujo cálculo considera outros parâmetros da economia.

Em agosto, dos 29 produtos da cesta básica do ponta-grossense, 12 apresentaram elevação de preços, enquanto os 17 restantes foram remarcados para baixo. A pesquisa se divide em cinco grupos. Desses, apenas o grupo higiene registrou alta de preços, 3,34%, com maior variação positiva para o creme dental, 5,36%, e menor variação negativa para o sabonete, 1,33%. Os itens de limpeza, tiveram retração média de 2,44%, com destaque para a água sanitária, alta de 3,81%; e para a esponja de aço, queda de 4,83%.

Na seção de hortifrutigranjeiros, houve redução de 4,56% nos preços, a maior do mês. Nesse grupo, a batata subiu 10,48%; e o preço da banana caiu 16,75%. No grupo alimentação geral, a pesquisa mostrou queda de 0,53%, com o registro da maior alta do mês para o açúcar, 18,75%; e queda no preço do macarrão, 4,61%. No açougue, a retração foi de 0,83%, com maior variação positiva para a carne de frango, 2,63%; e maior variação negativa para a carne bovina, 2,75%.