Amanhã é o Dia Nacional dos Aposentados. Eles já somam cerca de 23 milhões no Brasil. Ao menos esse é o número oficial do Ministério da Previdência. Mas o Sindicato Nacional dos Aposentados, Pensionistas e Idosos da Força Sindical imagina que cinco milhões desses aposentados sejam benefícios que estão sendo recebidos de forma fraudulenta. Para resolver esse problema, o ministro da Previdência, Amir Lando, assina amanhã, na sede do sindicato, em São Paulo, acordo para iniciar um cadastramento dos aposentados. "Mas dessa vez ele será em várias entidades de classe e nos bancos, como foto e impressão digital", explicou o vice-presidente nacional do sindicato, Paulo José Zanetti.

Para Zanetti, descobrir os benefícios que estão sendo pagos de maneira indevida auxilia na recomposição da Previdência. "Hoje está acontecendo uma achatamento na base da Previdência. Os 16 milhões que ganham salário mínimo terão aumento de 15,3%. Já os outros terão apenas a inflação, entre 6% e 7%. Em doze ou quatorze anos a continuar acontecendo isso, 90% dos aposentados receberão o mínimo. Por isso, é importante a Previdência ter mais recurso para dar aumento igual a todos", explicou.

Zanetti destacou que a revisão dos benefícios é a outra grande preocupação do sindicato. Há problemas de revisão com aposentados com benefícios entre 94 e 97, 77 e 88 e as pensionistas anteriores a 95. "Elas têm que receber mais, já que até esse período só se pagava 70% do benefício. Depois disso, o benefício passou a ser integral", explicou, destacando que as pensionistas devem procurar a Justiça Federal ou o sindicato.

O sindicalista disse que o Estatuto do Idoso até agora não foi cumprido. "Faltam os remédios, ônibus gratuito, tratamento digno. Uma briga nossa é regulamentar o estatuto", salientou.

Pastoral

Os idosos, assim como as crianças, agora já têm sua pastoral. Erothédes de Souza Ferrari, 68 anos, junto com o marido, Donato Ferrari, 74, trabalha na Pastoral do Idoso como voluntária. "O trabalho segue a mesma metodologia da Pastoral da Criança. Uma vez por mês fazemos a visita domiciliar, quando se observa a vida do idoso e procura resolver o que é possível", destacou, lembrando que muitos idosos precisam apenas alguém para conversar. "Muito bom para nós também, que já estamos nessa idade e aprendemos muito na capacitação, podendo passar para as outras pessoas, já que vivemos o processo de envelhecimento", relatou. (Lawrence Manoel)