Com a operação do sistema on-line (em rede) de máquinas de diversão eletrônicas conhecidas como caça-níqueis, o Estado está arrecadando hoje cerca de R$ 736 mil mensais. De acordo com o secretário de Governo, Cid Campelo, antes do decreto baixado no ano passado proibindo a operação dos jogos em sistema off-line, o Paraná estava perdendo o mesmo valor em impostos. Além disto os jogadores não tinham garantia nenhuma de que os 85% do montante das apostas iriam parar nas mãos dos apostadores.

Com o sistema on-line, o Serlopar (Serviços de Loterias do Paraná), órgão ligado ao governo do Estado, controla todas as ações que ocorrem com as máquinas e regulamenta o funcionamento do setor. O prazo para as casas de bingo e outras instituições se adequarem ao sistema acabou em maio. Desde então 15% do total é dividido entre as empresas envolvidas e em média 20% vai para o governo, que repassa os recursos para a Secretaria da Criança. Em julho, o dinheiro dividido chegou a R$ 500 mil. Com a liminar que o Sindicato das Empresas Administradoras de Bingo do Estado do Paraná (Sindibingo) conseguiu no fim de julho para poder operar em off-line, a arrecadação baixou para R$ 200 mil. Depois, com a liminar suspensa, o valor subiu para R$ 800 mil.

Na semana passada, o governo do Estado conseguiu mais uma vitória. A Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça negou o recurso que o Sindibingo ajuizou em julho para tentar revogar a decisão do ministro Edson Vidigal, a favor do governo, e que derrubou a liminar concedida pela Justiça do Estado. Porém a briga ainda não acabou: o governo só conseguiu vitória contra a liminar, mas o processo ainda está correndo na 3º Vara da Fazenda do Estado.