São Paulo – Para 76% das pessoas consultadas em pesquisa nacional do Instituto Ipsos, em prévia do referendo do dia 23, a venda de armas e munição deve ser proibida. Outros 21% votaram contra a proibição e 3% não souberam responder ou não opinaram. Realizada entre mil pessoas, no período de 25 a 29 de agosto, a pesquisa revela que o brasileiro é favorável à proibição do comércio de armas de fogo, mas acha que a medida não é a mais importante no combate à criminalidade.

Mais eficiente, acreditam os entrevistados, seria aumentar o número de policiais nas ruas, gerar empregos, endurecer as leis penais, combater a corrupção e melhorar a educação. A margem de erro é de 3 pontos percentuais. Pesquisas de outros institutos já apontaram resultados semelhantes.

?Os números mostram que a população tem a mesma opinião dos especialistas: as políticas sociais trazem mais resultados no combate à violência?, diz o diretor-geral do Instituto Ipsos, Clifford Alexander Young.

Na primeira parte da pesquisa, perguntou-se qual a melhor solução para resolver o problema da violência. Havia 13 opções. As pessoas votaram em três itens, por ordem de importância. Quando computados apenas os dados das opções citadas em primeiro lugar, ?aprovar a lei do desarmamento para todas as pessoas? ficou na 11.ª posição – 4% dos entrevistados acham que essa deve ser a política de segurança prioritária.

Policiamento

A medida vencedora foi aumentar o policiamento – 21% dos entrevistados fizeram essa opção. Na soma das três escolhas, o ?desarmamento? caiu para 12.º lugar. O item eleito como mais importante foi a geração de empregos. Nas duas situações, as pessoas que mais votaram pela proibição da venda de armas têm de 16 a 34 anos, colegial completo ou incompleto, pertencem à classe C e são das regiões Nordeste e Sul.