A Universidade Estadual de Maringá (UEM), a Universidade Estadual de Londrina (UEL) e a Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) abriram processos administrativos para apurar possíveis irregularidades de estudantes que ingressaram nas instituições pela Prova Paraná Mais, na edição de 2025.

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Conforme uma operação realizada em março pela Polícia Civil do Paraná (PCPR), sete estudantes foram apontados como suspeitos de fraudar a prova para facilitar a entrada nas universidades estaduais.

Em nota enviada à Tribuna do Paraná, a UEM informou que o procedimento apura se a situação compromete a validade das matrículas de quatro alunos. Por envolver pessoas menores de 18 anos, o processo tramita em sigilo. Por essa razão, a universidade também não divulgou em quais cursos os investigados estão matriculados. Caso a fraude seja confirmada, os envolvidos podem ter a matrícula cancelada, segundo o art. 42, II, “c”, do Regimento Geral da instituição.

Já a UEL disse que uma estudante está sendo investigada por meio de processo administrativo. Segundo a universidade, enquanto durar a apuração, a aluna tem o direito de permanecer matriculada.

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“O PAD obedece aos ritos legais, também estabelecidos no Regimento da Universidade, considerando princípios constitucionais do contraditório e ampla defesa. O objetivo é apurar infrações éticas ou disciplinares que possam ter sido cometidas”, declarou a instituição.

Também procurada pela reportagem, a UEPG confirmou que instaurou um processo administrativo, que segue sob sigilo.

Polícia analisa resultado dos laudos

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A PCPR também segue investigando o caso. A fase de depoimentos foi concluída e agora a polícia analisa o resultado dos laudos periciais dos celulares apreendidos durante a operação.

À Tribuna do Paraná, a Secretaria de Estado da Educação do Paraná (Seed-PR) informou que adotou todas as medidas administrativas cabíveis diante dos indícios de irregularidades identificados na Prova Paraná Mais, encaminhando o caso às autoridades competentes para a devida apuração:

“As medidas relacionadas à permanência de estudantes nas instituições de ensino superior são de competência de cada universidade, que possui autonomia administrativa e regimentos próprios para conduzir seus procedimentos. Assim, eventuais processos administrativos instaurados pelas universidades dizem respeito às decisões e normas internas de cada instituição”, explicou a Seed-PR em nota.

Entenda como funcionava o esquema

O esquema envolvia estudantes de uma escola estadual em Tapejara, no Noroeste do Paraná. A fraude foi descoberta quando a Seed analisou os resultados da Prova Paraná Mais. “Identificamos situações fora do padrão, com alunos da mesma turma apresentando pontuações próximas e mais de 95% de acertos nas questões objetivas, mas desempenho inferior na redação”, explicou o diretor de Educação da Seed, Anderfabio Oliveira.

O delegado Thiago Vicentini de Oliveira, da PCPR, responsável pelas investigações, constatou que dois candidatos utilizaram celulares de forma oculta durante os dois dias de prova. “Eles pesquisaram respostas e as repassaram aos demais envolvidos por meio de anotações”, informou.

A Prova Paraná Mais é uma avaliação educacional que acontece no estado e serve para medir o aprendizado dos alunos. Ela pode ser utilizada como nota para entrar em universidades públicas.