O Colégio Estadual Prefeito Joaquim da Silva Mafra, em Guaratuba, litoral do estado, foi interditado às pressas no dia 11 deste mês, devido à situação precária do telhado. Os cupins e a madeira podre ameaçavam a estrutura da construção. Os alunos tiveram que ficar em casa na semana passada e, até que a reforma fique pronta, vão assistir precariamente as aulas em uma barracão usado para exposições na cidade. Desde 2001, a direção da escola solicitava a reforma junto à Secretaria Estadual de Educação (Seed).

O diretor auxiliar da escola, Wesley Oliveira Prado, disse que a direção da escola estava tentando resolver o problema desde 2001, mas até agora não haviam tido uma resposta positiva. O telhado tem 20 anos e a situação se agravou devido a ação dos cupins e da forte chuva de granizo que atingiu a cidade no ano passado, encharcando toda a madeira. "O telhado estava cheio daquelas barrigas", comenta o diretor auxiliar. Eles resolveram então pedir que um engenheiro do Departamento Estadual de Construção, de Obras e Manutenção (Decom), ligado à Secretaria Estadual de Obras, avaliasse o estado da construção e garantisse que o telhado não oferecia riscos.

Mas a resposta foi a interdição imediata e as reformas começaram na última sexta-feira. Durante uma semana os alunos ficaram sem aula. O governo do Estado tentou alugar o prédio de uma faculdade, mas o aluguel de R$ 136 mil pedido pela instituição para 40 dias de uso inviabilizou a medida. A solução encontrada foi a ocupação de um barracão utilizado para exposições e as aulas voltaram esta semana. Foram usados biombos para separar as turmas. A acústica do local é inadequada e os professores precisam fazer um grande esforço para serem entendidos, sem contar o calor dentro do pavilhão.

Enquanto os professores se desdobram para oferecer o mínimo de qualidade nas aulas, os pais questionam a demora para reformar a escola. Andréa Augusto, mãe de um aluno que está na 8.ª série, afirma que foi falta de planejamento. "Por que a reforma não ocorreu durante as férias? A escola ficou fechada durante dois meses", fala.

Segundo o vice-diretor vários pedidos de reforma foram feitos e o último foi protocolado em setembro do ano passado. "A idéia era que fosse atendido em dezembro", explica. Segundo a assessoria de imprensa da Seed, o atual governo pegou uma estrutura abandonada e, em sua gestão, oito escolas foram reformadas emergencialmente no litoral. Daqui a quatro semanas a reforma deve terminar. O transporte e o lanche estão funcionando normalmente.