Teve início nesta quarta-feira (28), no Fórum da Comarca de Morretes, no Litoral do Paraná, o julgamento dos dois réus apontados pelo Ministério Público do Paraná (MPPR) como responsáveis pelo acidente que deixou seis mortos e 14 feridos graves na descida da Serra do Mar, na BR-277. Trata-se do motorista de um caminhão-tanque e de seu supervisor.

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O caso ocorreu em julho de 2016. O caminhão se chocou com a mureta de proteção da pista e atingiu 11 veículos. Ele estava carregado com 44 mil litros de etanol, que provocaram incêndio em 9 dos carros. O motorista e o supervisor são acusados de terem assumido o risco de provocar o acidente e as consequências para as vítimas ao negligenciar a manutenção do caminhão. Eles respondem pelos crimes de homicídio e lesão corporal.

Conforme informação do Boa Noite Paraná, telejornal da RPC TV, o motorista relatou em depoimentos à época dos fatos que sabia que o caminhão estava com problemas nos freios e que, no dia anterior ao acidente, o veículo tinha acendido luzes que indicavam problemas de frenagem. Laudos realizados na época apontaram que o caminhão trafegava entre 116 e 132 km/h, acima da velocidade permitida na via.

Em nota, a defesa do motorista negou que ele tenha assumido o risco e afirmou que confia na Justiça e na soberania do Conselho de Sentença, órgão do Tribunal do Júri responsável por julgar os crimes dolosos contra a vida — em que há intenção de matar —, decidindo se o réu é culpado ou inocente.

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“A defesa esclarece que no decorrer dos dois dias demonstrará de forma cristalina e inequívoca perante o Conselho de Sentença que a conduta do acusado não se amolda, sob qualquer hipótese, à figura do dolo eventual. O fato em apuração tratou-se de uma lamentável e imponderável fatalidade decorrente de falha mecânica”, diz o comunicado.