Sobreviventes dos atentados, familiares das vítimas e políticos se mostraram nesta sexta-feira satisfeitos depois que o tribunal de Oslo condenou o extremista Anders Behring Breivik a 21 anos de prisão, com possibilidade de prorrogação da pena, pelos ataques que causaram a morte de 77 pessoas há um ano na Noruega.

Tore Sinding Bekkedal, que sobreviveu ao massacre na ilha de Utoeya, disse se sentir “aliviado” e admitiu que era o que “esperava”.

Já Adrian Pracon, que teve a vida poupada pois segundo Breivik o jovem se parecia com ele mesmo quando menor, disse que o veredicto foi um “grande alívio. Quero seguir adiante e este é o primeiro passo”.

Viljar Hanssen, que foi baleado por cinco tiros e passou meses no hospital, afirmou: “Finalmente, um ponto final”. Os representantes legais das vítimas também disseram que seus clientes sentiram alívio ao escutar a condenação do extremista e pediram que a promotoria não recorra da sentença para evitar um novo julgamento, pois Breivik provavelmente não apelará.

O Grupo de Apoio Nacional pelo 22 de julho, criado pelos sobreviventes e familiares das vítimas dos atentados, também demonstrou seu apoio à sentença.
Breivik matou oito pessoas em Oslo e 69 pessoas que participavam de um acampamento da Juventude Trabalhista (AUF), ligada ao Partido Trabalhista Norueguês, na ilha de Utoya. O secretário-geral da AUF, Eskil Pedersen, admitiu estar “feliz e muito satisfeito” porque a sentença representa um “ponto final” e é o que as vítimas e familiares desejavam.

“Um homem tentou eliminar uma geração da AUF e nos atingiu com dureza, mas não conseguiu nos derrotar”, disse. Raymond Johansen, secretário-geral do Partido Trabalhista, disse que o veredicto foi o “resultado mais lógico”, pois se trata de “um terrorista de extrema direita que assassinou 77 pessoas e se inspirou pela internet em pessoas com as mesmas ideias”.