Subiu para 43 o número de mortos em um ataque perpetrado por uma mulher-bomba contra fiéis xiitas na cidade sagrada de Kerbala, no Iraque. Informações iniciais indicavam a morte de 32 pessoas. Outras 73 ficaram feridas no atentado. Os fiéis encontravam-se a cerca de um quilômetro do santuário ao imã Hussein, um dos lugares mais sagrados para os islâmicos xiitas. Karim Khazim, secretário de saúde de Kerbala, disse que havia sete iranianos entre os 43 mortos.

O ataque foi o mais mortífero de hoje no Iraque, em um dia muito violento, no qual 72 pessoas foram mortas. A nova onda de violência no Iraque ocorre durante as visitas-surpresa do pré-candidato republicano à presidência dos Estados Unidos, John McCain, e do vice-presidente dos EUA, Dick Cheney, a Bagdá.

Em outro incidente, uma bomba enterrada numa rua explodiu no norte de Bagdá e matou dois soldados americanos. A bomba foi detonada quando passava um comboio de veículos militares. Com a morte dos dois soldados, aproxima-se de quatro mil o número de militares americanos mortos no Iraque desde o início da invasão liderada pelos Estados Unidos, em março de 2003.

Explosões também sacudiram hoje as proximidades da protegida Zona Verde, área central de Bagdá onde ficam os ministérios do governo iraquiano, a Embaixada dos EUA e boa parte dos escritórios americanos. No leste de Bagdá, um morteiro caiu em um campo de futebol de várzea e matou seis crianças que jogavam futebol.

Visita

McCain, provável candidato republicano à presidência, encontrou-se nesta segunda-feira (17) com o primeiro-ministro do Iraque, Nouri al-Maliki, pouco antes do governante iraquiano ter uma reunião com Cheney. Al-maliki disse ter discutido com Cheney a criação de um pacto de segurança de longo prazo entre os EUA e o Iraque, que substituirá o mandato da Organização das Nações Unidas (ONU) para as tropas estrangeiras estacionarem no Iraque. O mandato da ONU acaba neste ano.

"Esta visita é muito importante. Ela é sobre a natureza das relações entre os dois países, ela deverá definir o futuro desta relação após o mandato da ONU expirar, no final de 2008," disse Al-Maliki. "Nós também discutimos a segurança no Iraque, o desenvolvimento da economia, a reconstrução e o terrorismo," disse.

McCain afirmou que é importante manter o compromisso americano com o Iraque, onde uma operação militar americana está em curso para varrer a última fortaleza urbana da rede terrorista Al-Qaeda, em Mossul, no norte do país.