Uma doação de um empresário nipo-brasileiro permitiu à embaixada do Brasil no Japão começar hoje a retirada de brasileiros que moram em Fukushima, a 240 quilômetros de Tóquio, onde uma usina nuclear atingida pelo terremoto está em colapso e vaza material radioativo.

Walter Saito doou recursos para que a embaixada pudesse alugar dois ônibus e um caminhão e iniciar a retirada das pessoas. Também ofereceu alojamentos que possui próximos a Tóquio para abrigar quem quiser sair de Fukushima.

A embaixada estima que cerca de 400 brasileiros vivam na cidade. De acordo com o Itamaraty, a doação de Saito permitiu à embaixada conseguir mais rapidamente a estrutura para ajudar na evacuação da cidade. Desde ontem, o governo japonês determinou a evacuação da área em torno da usina. Ontem, essa faixa foi ampliada de 10 para 20 quilômetros.

A embaixada não sabe se todos os brasileiros que moram em Fukushima pretendem sair, mas está preparada para tentar tirar todos os que moram na área de risco. Um oficial de chancelaria está fazendo contato com as famílias da região para oferecer o transporte e o alojamento. Vários estão planejando voltar ao Brasil, pelo menos por um período. No entanto, a fila de espera para uma passagem é de sete a 10 dias e vários aeroportos estão fechados. Dezenas de voos foram cancelados.