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Japão e Coreia do Norte reabrem diálogo político

China é quem está intermediando as negociações entre os dois países

Diplomatas japoneses e norte-coreanos iniciaram nesta quarta-feira as primeiras negociações diretas entre os governos dos dois países em quatro anos, com o Japão esperando que o novo governante da Coreia do Norte, Kim Jong-Un, adote uma abordagem menos confrontadora nas relações exteriores do seu isolado país. As conversas tiveram início na Embaixada do Japão na China, que atua como mediadora. A China é a única aliada próxima e principal fonte de auxílio do regime norte-coreano. As negociações foram descritas como preliminares, que poderão levar a uma agenda mais ampla de temas.

As discussões entre Tóquio e Pyongyang foram paralisadas em agosto de 2008, em meio às disputas por causa do programa nuclear da Coreia do Norte e à indignação japonesa com os casos dos cidadãos japoneses sequestrados pelo regime norte-coreano, nas décadas de 1970 e 1980. Esses cidadãos foram usados para treinar espiões para a Coreia do Norte. Os dois países não têm relações diplomáticas formais.

A Coreia do Norte admitiu em 2002 ter sequestrado 13 japoneses e usá-los para treinar espiões. Em 2008, Pyongyang prometeu investigar os sequestros, mas nunca fez isso. Cinco dos japoneses sequestrados, com suas famílias, obtiveram permissão para voltar ao Japão no começo da década passada. O governo de Pyongyang afirmou que os outros estavam mortos, mas não ofereceu provas.

O encontro também é o primeiro entre Japão e Coreia do Norte após a morte do ditador norte-coreano Kim Jong-il, que faleceu no final do ano passado.

Cientistas políticos dizem que a Coreia do Norte aceitou abrir negociações porque precisa da ajuda econômica japonesa. “A Coreia do Norte precisa da assistência do Japão para encontrar uma saída para os seus graves problemas econômicos”, disse Jeung Young-tae, do Instituto Nacional para a Unificação da Coreia, com sede em Seul, na Coreia do Sul. O Norte provavelmente quer investimentos japoneses e uma compensação econômica pelo domínio colonial japonês sobre a Península Coreana, que durou entre 1910 e 1945, disse Jeung.

O diálogo só foi viabilizado por reuniões entre as sociedades da Cruz Vermelha do Japão e da Coreia do Norte, que começaram a se reunir no começo de agosto em Pequim. Elas discutiram a repatriação dos restos mortais de soldados japoneses mortos até 1945 na Coreia do Norte e ontem, terça-feira, uma delegação de funcionários japoneses foi a Pyongyang buscar os restos mortais dos soldados. Os funcionários japoneses deverão ficar uma semana em Pyongyang.

Em um outro sinal de que as relações entre o Japão e a Coreia do Norte podem estar descongelando, o governo de Tóquio emitiu vistos para as jogadoras norte-coreanas de futebol, o que lhes permitirá participar da Copa do Mundo sub-20 de Futebol Feminino que acontecerá no Japão. O Japão havia banido a emissão de vistos de entrada para cidadãos norte-coreanos em 2008.

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