Milhares de israelenses se uniram hoje em uma marcha pela libertação do soldado Gilad Shalit. Ontem, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou que não estava disposto a pagar “qualquer preço” pela libertação do militar, em poder de militantes palestinos. A família de Shalit iniciou no último domingo uma marcha de 12 dias do norte de Israel até Jerusalém para pressionar o governo.

Netanyahu fez o anúncio sobre Shalit para reduzir a crescente pressão da população israelense por uma troca de prisioneiros que levasse à soltura do militar. Para os que fazem campanha pela libertação do soldado é preciso que o governo aja mais no caso. “Nós temos cerca de 20 mil participantes hoje. Pode ser que a fala do primeiro-ministro afete as pessoas a ponto de elas quererem participar”, afirmou Shimshon Liebman, chefe da campanha pela libertação Shalit.

Netanyahu confirmou ontem que seu governo está disposto a liberar mil prisioneiros, mas não a pagar um preço ilimitado pela troca de prisioneiros com o grupo islâmico Hamas, que controla a Faixa de Gaza. O Hamas quer que Israel liberte centenas de prisioneiros, incluindo altos militantes responsáveis por várias mortes de israelenses. As informações são da Dow Jones.