O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, anunciou, neste domingo, a inclusão polêmica de dois locais sagrados do território ocupado da Cisjordânia na lista do patrimônio nacional do país. O anúncio provocou críticas dos palestinos, que querem Israel fora da Cisjordânia.

Netanyahu, durante sessão de gabinete, afirmou que o pedido de inclusão do Túmulo dos Patriarcas de Hebron e do Túmulo de Raquel, em Belém, teria sido feito pelo partido ultraortodoxo Shas e por grupos de colonos judeus, que desejavam a inclusão de locais do Velho Testamento ao patrimônio nacional.

O Túmulo dos Patriarcas, onde a bíblia diz que foram enterrados os patriarcas Abraão, Isaque e Jacó e suas respectivas esposas, é chamado pelos muçulmanos de mesquita al-Ibrahimi, uma vez que Abraão é considerado o pai do judaísmo e do islamismo.

Hebron é um foco de violência porque é o único lugar na Cisjordânia onde judeus vivem junto a palestinos. Cerca de 500 colonos judeus, alguns extremistas, vivem em comunidades protegidas por soldados israelenses, que controlam parte da cidade onde vivem 170 mil palestinos.

Já o Túmulo de Raquel fica na periferia de Belém, cerca de 20 quilômetros ao norte de Hebron. A separação da Cisjordânia feita por Israel colocou o túmulo sob controle israelense. Cerca de 150 locais estão na lista do patrimônio nacional de Israel.