Os 11 ministros que integram o Gabinete de Segurança de Israel impuseram nesta quarta-feira (18) uma série de condições para aceitar um cessar-fogo com o partido palestino islâmico Hamas e disseram que não haverá acordo enquanto não for libertado o soldado israelense Gilad Schalit, capturado há dois anos e meio na divisa com a Faixa de Gaza. A decisão unânime do Gabinete de Segurança deve minar os esforços egípcios de mediação de uma trégua de longo prazo, semanas depois de Israel ter encerrado uma ofensiva contra a Faixa de Gaza, quando morreram cerca de 1.300 palestinos, além de 13 israelenses.

Em fim de mandato, o primeiro-ministro de Israel, Ehud Olmert, convocou a reunião para discutir a possibilidade de acordos. Israel vinha exigindo o fim dos disparos de foguetes e do tráfico de armas pela fronteira do Egito e da Faixa de Gaza, assim como a libertação de Schalit, capturado em junho de 2006. O Hamas, por sua vez, exige o fim dos cercos econômico e militar à Faixa de Gaza, inclusive a abertura de suas fronteiras. O grupo quer que a soltura de Schalit seja negociada em separado e exige em troca a libertação de centenas de prisioneiros palestinos.

Na decisão, os ministros israelenses resolveram que não haverá acordo enquanto Schalit não for solto. “Não acho que precisemos abrir as fronteiras enquanto não for resolvido o assunto Gilad Schalit”, disse Olmert aos ministros. O Hamas e o Egito ainda não se pronunciaram sobre a decisão israelense. Israel tem planos de enviar um representante ao Cairo nos próximos dias.