Carrões ainda dão o tom na principal mostra internacional de veículos, o Salão Internacional do Automóvel da América do Norte (Naias), mas a preocupação com o que vai mover esses carros, tendo em vista problemas ambientais e o preço da gasolina, leva as montadoras a investir em projetos de combustíveis alternativos.

A General Motors anunciou inédita parceria com a empresa americana Coskata para o desenvolvimento de etanol derivado de diferentes matérias-primas, como resíduos agrícolas, pneus e até lixo. Um dos objetivos é escapar da polêmica sobre a possível escassez de alimentos no mundo com o uso crescente do milho para produzir etanol. Segundo analistas do setor automobilístico, é a primeira vez que uma montadora se envolve diretamente no processo de produção de um combustível. A Coskata vai desenvolver a tecnologia e também produzirá o novo combustível.

"Estamos entusiasmados sobre esse projeto, que significará a viabilidade do biocombustível e, mais importante, ajudará a reduzir nossa dependência do petróleo?, disse o presidente mundial da GM, Rick Wagoner. O preço do galão da gasolina já passa de US$ 3, muito elevado até para o padrão americano.

Os EUA abrigam a maior frota mundial de veículos, mas têm apenas 7 milhões de carros flex, movidos com uma mistura de 85% de álcool (produzido do milho) e 15% de gasolina. O abastecimento é restrito, pois menos de 1% dos 170 mil postos espalhados pelo país oferecem o E85, como é chamada a mistura.