Um eritreu, que foi confundido com um agressor em um ônibus em Israel, morreu por causa de ferimentos sofridos depois de ser atingido por tiros de um agente das forças se segurança israelenses e das agressões causadas pela multidão enquanto ele estava no chão, de acordo com funcionários do hospital para onde ele foi levado.

Zerhom estava em Beersheba para renovar seu visto em Israel, de acordo com seu empregador, Sagi Malaquias. Cerca de 34 mil imigrantes eritreus estão em Israel em buscar de refúgio da perseguição e conflito em seu país, a Eritreia.

Nitza Neuman-Heiman, diretor-geral adjunto do Centro Médico Soroka, disse à Rádio do Exército que Zerhom chegou ao hospital em “uma condição muito grave” e morreu na noite de domingo por complicações nos ferimentos causados pela bala em seu abdômen e pelas lesões sofridas durante os ataques da população.

O ataque, que ocorreu na estação central de ônibus no sul da cidade de Beersheba, foi o mais sangrento da onda de violência no último mês. O soldado israelense, de 19 anos, foi morto

e nove pessoas ficaram feridas quando um assaltante árabe armado com uma arma, começou a atacar. A polícia israelense identificou o agressor como Mohannad al-Okbi, de 21 anos, um cidadão árabe da cidade beduína de Hura, no sul de Israel. Ele foi baleado e morto no ataque. Os oficiais de segurança prenderam um dos parentes de al-Okbi sob suspeita de que ele ajudou o atacante.

Sites de notícias israelenses postaram imagens da câmera de segurança que mostram Zerhom se rastejando no chão e um segurança atirando nele. Outra imagem mostra alguns civis batendo nele, que foi acusado de ser terrorista. A polícia disse que está em busca dos civis que participaram do ato enquanto o homem estava caído no chão, sem apresentar nenhum tipo de ameaça.

Durante um mês de violência, nove israelenses e um eritreu foram mortos em uma onda de tiroteios e facadas realizados por palestinos. O ataque de ontem foi o mais sanguento até o momento. Fonte: Associated Press.