A reunião de hoje entre o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, e seu grupo de segurança nacional irá debater a estratégia militar para as ações do país no Afeganistão e no Paquistão. Um dos tópicos que deve ser analisado no encontro é um documento, ainda secreto, do general Stanley McChrystal, principal comandante militar estrangeiro no Afeganistão. McChrystal sugere o envio adicional de até 80 mil soldados norte-americanos ao país, e, apesar disso, adverte que a corrupção desenfreada no governo local pode impedir a vitória sobre o Taleban e a Al-Qaeda.

Mesmo com mais tropas, o general concluiu que a corrupção ainda pode fazer com que o Afeganistão volte a ser um local seguro para os terroristas, segundo funcionários do Pentágono e da Casa Branca, que falaram em condição de anonimato. Seu pedido destaca três opções para tropas adicionais – entre 80 mil e 10 mil, disseram os funcionários.

Ontem, Obama disse que iria decidir a estratégia de guerra “nas próximas semanas” e que as necessidades de tropas precisam ser atendidas. Embora ele tenha afirmado que o aumento do número de militares e as preocupações com segurança sejam partes importantes de sua decisão, “outro elemento é nos assegurarmos de que estamos fazendo um bom trabalho na construção da capacidade no lado civil,” afirmou.

“Nosso principal objetivo continua sendo acabar com a Al-Qaeda e seus aliados extremistas que podem lançar ataques contra os Estados Unidos ou seus aliados”, disse o presidente. Atualmente, há 67 mil soldados norte-americanos no Afeganistão e outros mil devem se dirigir ao país até o final de dezembro.