Cinco morrem em repressão a grupo islâmico na China

A agência estatal de notícias Xinhua informou que uma ação policial contra um grupo islâmico resultou na morte de cinco pessoas. Dois integrantes do grupo, acusado de ser separatista, ficaram feridos e foram hospitalizados, e outros oito foram detidos.

O esconderijo do grupo, um apartamento localizado na cidade de Urumqi, capital da região autônoma de Xinjiang, no noroeste da China, foi cercado por doze agentes de segurança. Segundo a Xinhua, o a célula islâmica, que incluía cinco mulheres, desfechou golpes de faca contra os policiais e queria lutar até a morte. "Os suspeitos confessaram que receberam treinamento para lançar a ‘guerra santa’", informou a mídia estatal chinesa,

Segundo a Xinhua, o grupo é dedicado a estabelecer um estado islâmico independente na região autônoma de Xinjiang, e tem como objetivo assassinar chineses da etnia Han, que começaram a migrar para Xinjiang após a região de maioria islâmica ter sido ocupada por tropas chinesas comunistas em 1949. A região de Xinjiang fica 2,400 quilômetros a oeste da capital, Pequim, perto da Ásia Central.

As forças chinesas de segurança têm realizado várias operações contra dissidentes e críticos do governo, antes do início dos Jogos Olímpicos de Pequim, que começarão em agosto. Além dos islâmicos de Xinjiang, a polícia tem reprimido os tibetanos, que no início deste ano protagonizaram um motim contra o governo.

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