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China pede que Japão ponha fim a ações que violam soberania territorial

Uma dezena de ativistas japoneses desembarcou neste domingo em Diaoyu

A China pediu hoje ao Japão que ponha fim às ações que violam sua “soberania territorial” e se opôs “firmemente” ao desembarque realizado neste domingo por um grupo de ativistas japoneses nas ilhas Diaoyu, que ambos os países disputam e que é causa da escalada de tensões entre Pequim e Tóquio.

Assim o advertiu o Ministério das Relações Exteriores chinês em comunicado, no qual acrescentou que a potência asiática apresentou queixas formais a respeito ao Embaixador japonês na China.

“A parte japonesa deveria tramitar de forma adequada a crise atual e evitar um dano sério à situação das relações entre China e Japão”, disse o porta-voz do citado Ministério, Qin Gang, no comunicado.

Uma dezena de ativistas japoneses desembarcou hoje nas ilhas (Diaoyu para a China, Senkaku segundo o Japão) para reafirmar que estão sob soberania japonesa, embora Tóquio insista em que esta atuação não foi autorizada e que se trata de um assunto “interno”.

O fato aconteceu apesar de o regime chinês ter pedido no sábado ao japonês para “deter imediatamente” a viagem da comitiva, e depois que esta semana as tensões tenham se elevado após a detenção por parte do Japão de 14 ativistas chineses que também desembarcaram no arquipélago.

 

O desembarque de hoje dos japoneses avivou os protestos de cidadãos chineses em várias cidades do país, que já começaram na semana passada por causa da detenção dos ativistas.

 

Assim, este domingo a agência “Xinhua” assegurou que centenas de pessoas, até milhares em alguns casos, se reuniram nas cidades de Guangzhou, Shenzhen (ambas na província sudeste de Guangdong), Shenyang (Lianoning, nordeste), Hangzhou (Zhejiang, leste), Harbin (Heilongjiang, nordeste) e Qingdao (Shandong, leste).

As Diaoyu/Senkaku são um grupo de cinco ilhotas desabitadas que compreendem cerca de sete quilômetros quadrados no Mar da China Oriental, a cerca de 150 quilômetros ao nordeste de Taiwan (que as conhece como ilhas Tiaoyutai e também as defende como próprias) e 200 a oeste da ilha japonesa de Okinawa.

O Japão tomou o controle efetivo das ilhas em 1972, quando os EUA as devolveram junto a Okinawa mediante o Tratado de Paz de San Francisco e no meio dos protestos de Pequim e Taipé, baseados em prospecções que descobriram que esses territórios eram ricos em petróleo.

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