Novos protestos atingiram a Síria hoje, com milhares de pessoas tomando as ruas um dia após 11 pessoas serem mortas por membros das forças de segurança, disseram ativistas, em um momento de aumento do clamor popular pelo fim da lei marcial no país. Protestos ocorreram na cidade de Homs, no centro do país, em Deraa, principal foco dos protestos, no sul sírio, e em Jisr al-Shoughour, no noroeste, apesar das promessas do governo de acabar com uma rígida lei de emergência.

No último sábado, o presidente Bashar Assad disse que pretende acabar com as leis emergenciais, mas ativistas disseram que a medida é insuficiente. Houve protestos na Síria novamente, horas após o discurso presidencial. Os manifestantes também exigem a libertação de prisioneiros políticos e o fim do domínio do governista Partido Baath.

Hoje, dezenas de milhares de pessoas marcharam em Homs. Ontem, forças de segurança dispararam em manifestantes na cidade, matando pelo menos sete pessoas, segundo ativistas. As tensões aumentaram em Homs desde o anúncio, no sábado, de que um clérigo muçulmano detido há uma semana morreu na prisão. A situação piorou após a morte de quatro pessoas na vizinha Talbisseh, onde as forças de segurança abriram fogo contra uma procissão funerária. Mais de 50 pessoas se feriram, disseram testemunhas, notando que o número de mortos pode ser bem maior.

Houve ainda protestos em Deraa, onde cerca de 500 manifestantes, incluindo 150 advogados, pediram a queda do regime, segundo um ativista no local. Os protestos em Deraa, epicentro das manifestações, começaram em meados de março, pedindo também a libertação de presos políticos e a hegemonia política do Partido Baath, disse a fonte. As informações são da Dow Jones.