Um norte-americano detido no Paquistão, armado com uma espada e uma pistola, afirmou que estava no meio de uma missão para matar o líder da rede terrorista Al-Qaeda, Osama Bin Laden, segundo informou hoje o policial local Mumtaz Ahmad Khan. O norte-americano foi identificado como Gary Faulkner, de 52 anos, um trabalhador do setor de construção. O homem reside no Estado da Califórnia, nos EUA, e foi preso no domingo em um bosque na região de Chitral, norte do Paquistão. De acordo com a polícia, ele afirmou que agia sozinho.

“Em princípio, nós rimos quando ele nos disse que queria matar Osama bin Laden”, disse Khan. Apesar disso, as “suspeitas cresceram” quando eles encontraram a pistola, uma espada de um metro e um equipamento para visão noturna. Funcionários do setor de inteligência do Paquistão interrogaram Faulkner nesta terça-feira em Peshawar, principal cidade do noroeste do país. Faulkner disse que visitava o Paquistão pela sétima vez.

As autoridades paquistanesas afirmam que o norte-americano planejava viajar para a região do Nuristão, no oriente do Afeganistão, na divisa com Chitral e é uma das zonas onde se especula que está o líder da Al-Qaeda. Bin Laden, contra quem Washington lançou uma campanha desde 2001, é acusado de planejar os atentados de 11 de Setembro nos EUA, assim como outros atos terroristas.

Khan disse que Faulkner também levava um livro com versos e ensinamentos cristãos. Quando questionaram por que ele acreditava que poderia encontrar Bin Laden, Faulkner respondeu: “Deus está comigo e eu estou seguro que conseguirei matá-lo com êxito.”

Faulkner chegou ao povoado de Chitrali, em Bumburate, em 3 de junho e ficou em um hotel. Obteve uma escolta da polícia, o que é comum quando estrangeiros visitam partes remotas do Paquistão. Quando saiu do hotel sem avisar a polícia, funcionários começaram a buscá-lo, disse Khan.

O porta-voz da embaixada dos EUA no país afirmou que a sede diplomática recebeu uma notificação de prisão de um cidadão norte-americano vinda de funcionários paquistaneses. O funcionário acrescentou que o pessoal da embaixada tentava se reunir com o homem para confirmar sua identidade.