O ministro das Comunicações, Hélio Costa, defendeu, nesta terça-feira, a extinção da assinatura básica de telefone. "Eu sou pela extinção. Não deixo dúvida neste sentido. Tem outros produtos que podem ser taxados", disse o ministro, após encontro com o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL).

Segundo Hélio Costa, não é a assinatura básica que vai manter a estrutura de uma grande empresa como a Companhia Telefônica de São Paulo. "Até porque, se dependermos da assinatura básica, nós precisamos de mais telefones para instalar", completou.

O ministro informou que pretende se reunir, na semana que vem, com representantes das operadoras para discutir o assunto. Hélio Costa disse que conversou "longamente", nesta segunda-feira, com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre a assinatura básica. "Eu fiz uma explicação detalhada do que está acontecendo em relação à assinatura básica, o que ela representa hoje", afirmou.

Hélio Costa disse que, no relato, informou o presidente de que, desde 1997, quando começaram os primeiros entendimentos para privatização das empresas, a assinatura básica do Brasil valia US$ 3, ou seja, R$ 3. "De lá para cá, ela foi parar em R$ 40 em Minas Gerais, R$ 70 em São Paulo", explicou.

O ministro acredita que conseguiu sensibilizar o presidente sobre a questão. "Vamos colocar o seguinte: se ele estivesse contra, teria me falado", afirmou. Segundo o ministro, hoje, no país, quem recebe de um a um salário mínimo e meio por mês acaba pagando por quem tem mais dinheiro. "Temos hoje, com a assinatura básica, é o pobre pagando pelo telefone do rico", disse.