O Ministério da Educação vai "redesenhar" o programa Diversidade na Universidade, a fim de atender aos alunos que ingressaram no ensino superior pelo sistema de cotas. O anúncio foi feito, nesta terça-feira, pelo ministro da Educação, Fernando Haddad, durante audiência com a ministra Matilde Ribeiro, da Secretaria Especial de Políticas de Promoção de Igualdade Racial.

Segundo a ministra, as 18 universidades públicas que adotam o sistema de reserva de vagas estão com dificuldades para manter o aluno cotista na instituição. "As universidades apontam que um dos maiores desafios para dar continuidade às cotas é a garantia da permanência do aluno, porque não basta apenas dar acesso, mas também condições de permanência na universidade", explica.

Haddad pediu aos técnicos do Ministério da Educação para adequar o programa, no sentido de oferecer apoio financeiro aos universitários cotistas, por meio de bolsas de estudo.

Criado em 2003, o Diversidade na Universidade é desenvolvido em parceria com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) com o objetivo de aumentar a presença de negros e indígenas no ensino superior.

O programa oferece cursos pré-vestibulares gratuitos e uma bolsa de estudo para que negros e índios tenham mais chance de ingressar na universidade. Neste ano, foram atendidos 5.370 alunos em seis estados. Aqueles que ingressam no ensino superior recebem um prêmio em dinheiro, como forma de ter a permanência incentivada.

Também foi acertada, durante a audiência, a criação de uma comissão com integrantes dos dois ministérios, para acompanhar as atividades desenvolvidas em parceria. A primeira reunião do grupo será ainda neste mês e prevê avaliação da aplicação do Censo 2005, que traz o quesito raça e cor no questionário.