Análises preliminares indicam que o material que vazou para o rio Cataguases não é tão tóxico quanto se pensava. Foi o que informou hoje à Comissão de Defesa do Consumidor, Meio Ambiente e Minorias o representante do Ibama, Nilvo Alves da Silva, em audiência pública que discutiu o desastre ecológico.

No dia 27 de março, o lixo tóxico equivalente à área de vinte campos de futebol vazou da fábrica Cataguases de papel. O lixo foi herdado da primeira administração da indústria, gerenciada pelo grupo Matarazzo, que faliu. Os próprios funcionários passaram a administrar o negócio e desconheciam a gravidade do passivo ambiental adquirido há mais de dez anos. Doze dias depois do acidente, oito municípios cariocas continuam sem água, praias poluídas e rios contaminados. Agora, um segundo tanque com lixo tóxico ameaça romper.