O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu hoje, em rápido discurso no encontro com o presidente da Nigéria, Olosegum Obasanjo, e ministros dos dois países, que a relação comercial entre o Brasil e a Nigéria pode ser infinitamente maior, assim como as relações cultural e política. "Talvez, quem sabe vamos precisar de muitas outras reuniões para que a Nigéria e a África saibam o que o Brasil pode oferecer de parceria e ao mesmo tempo nós sabermos o que a África pode nos oferecer", disse o presidente. "Nós temos que olhar para o Brasil, América do Sul, Nigéria e África e ver o que aconteceu conosco no século 20. Se quisermos tirar ensinamentos de coisas boas que nos aconteceram, devemos aperfeiçoá-las. Não devemos permitir que as coisas ruins voltem a acontecer", disse Lula.

Segundo ele, durante muito tempo os países da América do Sul e da África tiveram seus olhos voltados para os Estados Unidos e o continente europeu. "Chegou o momento de nos olharmos um pouco e perceber que temos muitas coisas a fazer, que não fizemos".

Segundo o presidente brasileiro, o século 20 terminou com 1 milhão de pessoas vivendo abaixo da linha de pobreza e que a evolução da biotecnologia garantiu a distribuição de alimentos para toda a humanidade. Para Lula, o problema da fome possivelmente não é a falta de alimentos, mas falta de renda. "Os que eram ricos continuam ricos e os que eram pobres continuam pobres", observou Lula, que quer ter muitos acordos para assinar e tornar mais prático o discurso de integração.