O Governo do Estado regulariza 15 cursos abertos entre 2000 e 2001 nas universidades de Maringá, Londrina, Ponta Grossa e Guarapuava, dos 43 suspensos este ano no ensino superior estadual. A regularização possibilita a realização dos vestibulares de inverno ainda em 2004, informou nesta quarta (19), o secretário de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Aldair Rizzi. Outros 28 cursos, ainda suspensos, dependem da análise que será concluída até junho e que leva em conta vários itens, desde projetos pedagógicos até o impacto financeiro.

Segundo informação do secretário, o que possibilitou a regularização de alguns dos cursos foi a colaboração da Federação da Indústrias do Paraná (FIEP) e do SENAI, entre outras instituições, que colocaram parte de sua infra-estrutura à disposição das universidades estaduais. Isto ocorreu, principalmente, em cursos que não exigiram investimentos tanto para adequação de espaços quanto para aquisição de equipamentos, como é o caso da Universidade Estadual de Maringá. “Este compromisso assegura a qualidade do ensino”, destacou.

Dos 15 cursos regularizados (decreto 2950, de 18 de maio) oito são da UEM (Maringá), quatro da Unicentro (Guarapuava), dois da UEPG (Ponta Grossa) e um da UEL (Londrina), totalizando 1.900 alunos. Dos 28 restantes que ainda estão sob análise da Secretaria, e que foram abertos em 2002/2003, 11 são da Unicentro, nove da UEM, seis da UEPG e dois da Unioeste, totalizando 1.635 alunos. “Esta análise é necessária porque envolve recursos públicos projetados para 2006”, disse ainda o secretário.
Um exemplo de curso que exige recursos é o de Medicina Veterinária da UEM, projetado para funcionar em Umuarama. “Um curso que não pode funcionar sem um hospital veterinário”, lembrou Rizzi, reforçando que questões como esta devem ser cuidadosamente verificadas e “levam em conta o interesse público e as demandas regionais”, disse.. “Novos convênios entre as reitorias e instituições de fomento poderão ser firmados se for necessário”, informou também.

Sobre os recursos do Tesouro do Estado para o ensino superior, Rizzi lembrou que em 2003 a folha de pagamento das universidades extrapolou em R$ 20 milhões, exigindo remanejamentos. No total, no ano passado, foram destinados R$ 403,8 milhões do Tesouro do Estado para as cinco universidades e 12 faculdades estaduais (R$ 373 milhões para pessoal); em 2004, os recursos somam R$ 433 milhões (R$ 386 milhões para pessoal). Os repasses para custeio e investimentos também subiram: respectivamente, R$ 28,1 milhões em 2003 e R$ 38,6 milhões em 2004; e R$ 1,9 milhão em 2003 e R$ 7,6 milhões em 2004