Pela terceira vez consecutiva, o ex-advogado da multinacional Gtech do Brasil, Enrico Gianelli, não atenderá à convocação da CPI dos Bingos. Ele iria depor hoje na comissão, depois do advogado Rogério Buratti, mas telefonou para os técnicos da CPI, alegando que não teria como chegar a Brasília, por problemas de vôo.

Na primeira convocação, Gianelli deveria comparecer no último dia 4, quando ele alegou compromissos de agenda. Na segunda, ele obteve uma liminar do ministro do Supremo Tribunal Federal, Marco Aurélio Mello, desobrigando-o de atender a CPI. Gianelli é suspeito de ter intermediado a suposta extorsão paga pela Gtech, na renovação dos contratos das loterias com a Caixa Econômica Federal. Ele atendia a Gtech como advogado do escritório da Fisher & Foster.

O presidente e relator da CPI, Efrain Moraes (PFL-PB) e Garibaldi Alves (PMDB-RN), respectivamente, devem pedir ajuda à Polícia Federal para que Gianelli compareça para depor "debaixo de vara".