Brasília – A Polícia Federal prendeu sete funcionários da Fundação Nacional do Índio (Funai) e mais quatro serão presos por contrabando de artesanato indígena e de animais silvestres para o exterior. As prisões foram o resultado da “Operação Pindorama”, realizada durante um ano e quatro meses.

Segundo informações da Policia Federal, os funcionários envolvidos com o contrabando são lotados em Brasília, no Pará, Rondônia e Mato Grosso, e contavam com o envolvimento de índios desses estados.

O Presidente da Funai, Mércio Pereira Gomes, ficou surpreso com a notícia da prisão de funcionários envolvidos e disse que as apurações serão levadas até o fim para punir os responsáveis. ?Nós também já iniciamos uma sindicância administrativa em relações aos funcionários envolvidos e se forem culpados serão exonerados?, disse Mércio Gomes.

Para a Polícia Federal, o tráfico de artesanato é mais fácil, porque os índios são autorizados a caçar animais e a comercializar produtos para o seu sustento. Isto facilita o acesso dos traficantes às matérias?primas valiosas no mercado internacional, como casco de tartaruga, penas de aves, principalmente de arara, e dentes de macaco e onça.

A Polícia Federal vai apresentar, neste sábado, em entrevista na sede do órgão, em Brasília, as peças apreendidas no contrabando durante a Operação Pindorama.