O combate a biopirataria denunciada pela assessora da Secretaria Especial de Relações com a Comunidade, Karen Closs Fonseca Torres, durante o seminário sobre os Desafios da Biossegurança e da Biodiversidade, evento paralelo à COP8 ? Conferência das Partes da Convenção da Diversidade Biológica, será um dos objetivos do Fórum Permanente da Agenda 21 Paranaense ? reuniões periódicas entre os 58 representantes de instituições públicas e privadas, responsáveis pela elaboração de propostas locais visando a conservação dos recursos naturais.

?A biopirataria é a atividade que envolve acesso ilegal aos recursos biológicos, como aconteceu com a exploração do pau-brasil pelos europeus. Ainda hoje, as riquezas naturais do Brasil são levadas ilegalmente para fora do país e até mesmo patenteadas por países estrangeiros?, afirmou Karen Torres aos participantes do seminário.

Para o secretário especial de Relações com a Comunidade, Milton Buabssi, a criação de agendas locais para que os municípios possam proteger o meio ambiente – ao mesmo tempo em que promovem o desenvolvimento sustentável – é uma saída eficiente de combate a biopirataria, preservando os recursos naturais.

Ele também destacou a proposta de Maria Cristina Borges da Silva, professora da Universidade Tuiuti do Paraná, que defendeu o envolvimento da sociedade na luta contra a destruição da camada de ozônio, o aquecimento global, contaminação através do mercúrio, exploração de minério à céu aberto e outros fatores que ameaçam a biodiversidade no planeta.

?Essa é uma discussão que pode ser levada à sociedade sim, através da pesquisa, da conscientização, da ação do Ministério Público, Justiça Federal, Ibama e IAP (Instituto Ambiental do Paraná), pois são instrumentos que estão ligados à condição de proteção de recursos naturais?, destaca Maria Cristina. Segundo ela, o trabalho que o Governo do Estado está fazendo nesse sentido é ?uma luta séria e com muita dificuldade. Isso não é fácil para nenhum governo, pois a degradação ambiental é uma herança histórica?.