A disputa pelo poder na Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (Ferj) continuou ontem com a liminar obtida pelo presidente em exercício Luiz Gutman, que o mantém no cargo e impede o interventor nomeado pela 7ª Vara Empresarial, Inácio Nunes, de assumir seu lugar.

Gutman assumiu a instituição após Eduardo Viana ter sido afastado no início de março.

O documento que assegurou a presença de Gutman, eleito em assembléia para substituir provisoriamente a Viana – que recorre da ação judicial que o afastou – foi expedida na noite de quinta-feira pelo desembargador Marcus Basílio. Em manobra para assegurar que seu grupo continuasse no poder, ao saber que seria novamente afastado da Ferj, Viana convocou uma assembléia e elegeu Gutman para substituí-lo.

A liminar pedida por Gutman foi motivada pelo fato de, na tarde de quinta-feira, o juiz Paulo Roberto Fragoso ter nomeado Inácio Nunes como interventor na Ferj para um período de 30 dias, enquanto novas eleições fossem organizadas. Só que o atual administrador da federação recorreu da sentença por julgar improcedente a nomeação e obteve sucesso.

"A decisão que nomeou o interventor pode provocar verdadeira balbúrdia na ordem administrativa, causando lesão significativa ao esporte com seguidas mudanças no comando da Ferj", justificou Basílio sobre a decisão de privilegiar Gutman. "Uma diretoria provisória já foi eleita através de assembléia, estando afastada a antiga, da qual fazia parte Eduardo Vianna."