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A soja, carro-chefe da pauta do Estado, rendeu US$ 1,688 bilhão.

As exportações do Paraná atingiram a marca de US$ 7,45 bilhões no período de janeiro a setembro deste ano. O resultado foi 0,76% maior que o verificado no mesmo período do ano passado, quando as vendas internacionais do Estado totalizaram US$ 7,39 bilhões. No mesmo período, as importações cresceram 18,01%, chegando ao patamar de US$ 3,8 bilhões. Com este desempenho, o saldo da balança comercial paranaense chegou a US$ 3,97 bilhões.

Em 2005, houve predomínio de produtos industrializados na geração de divisas de exportação. Até setembro, as vendas de comoditties agrícolas renderam US$ 2,51 bilhões ao Paraná, contra US$ 4,84 bilhões em mercadorias embarcadas pelo setor industrial. Os números são da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) e foram divulgados nesta segunda-feira (17) Fiep e Secretaria de Estado da Indústria, Comércio e Assuntos do Mercosul.

Segundo o secretário Virgílio Moreira Filho, produtos da cadeia automotiva, frangos, carnes e madeiras foram os que tiveram pesos mais significativos no resultado final das vendas internacionais do Paraná neste ano. Até setembro, aponta, as exportações de veículos e autopeças representavam 22% das exportações paranaenses, atingindo a marca de U$ 1,689 bilhão. A soja, carro-chefe da pauta do Estado, rendeu US$ 1,688 bilhão, mesmo com a queda de quase 40% no preço do produto in natura.

Já o presidente da Fiep, Rodrigo da Rocha Loures, destaca: ?A força do parque industrial paranaense, que vende produtos de qualidade e custo competitivo, tem garantido ao Paraná o crescimento nas vendas internacionais. No entanto, o dólar, no patamar que está, compromete toda a atividade econômica e os negócios podem diminuir no curto prazo?.

Em setembro, já houve retração das exportações paranaenses, que atingiram US$ 825 milhões. O resultado é 2,51% menor em relação ao do mesmo mês de 2004 (US$ 846 milhões) e 14,56% mais baixo se comparado ao volume embarcado em agosto, quando se exportou US$ 965 milhões. Mesmo assim, o Paraná foi o quarto estado exportador do Brasil.

Produtos

O setor automotivo foi um dos que mais influenciou as exportações de produtos industriais. O volume de embarque de automóveis com motor 1.0 cilindradas saltou de US$ 12,5 milhões, em 2004, para US$ 381 milhões. Deste total, 92,9% resultaram de vendas para a Alemanha. Os carros também foram vendidos para outros países europeus, além do mercado árabe, asiático e da América Latina.

O crescimento das exportações também foi expressivo na faixa de veículos com 10 lugares (vans), que resultaram em negócios de US$ 114 milhões. Somente em setembro, foram vendidos US$ 59 milhões, para países da África e América Latina.

Antes do embargo a carne brasileira, o item apresentou alta expressiva. Até o mês passado, o destaque foi o frango, que acumulou um faturamento de US$ 658 milhões, entre produtos in natura e cortes. Em setembro de 2004, as vendas foram de US$ 495 milhões. As exportações de carne suína cresceram 85%, saindo de US$ 62 milhões para US$ 116 milhões, de janeiro a setembro.

Ao mesmo tempo, a venda de açúcar cresceu 85%. Foram vendidos até setembro US$ 167 milhões, contra US$ 89 milhões no ano passado. Outra alta foi na venda de madeiras de coníferas (serradas e perfiladas), que atingiram negócios de US$ 170 milhões, quando no ano passado não ultrapassaram US$ 92 milhões.

Importação

Entre janeiro e setembro, o Paraná importou US$ 3,47 bilhões, contra US$ 2,94 bilhões, até o terceiro trimestre de 2004. Houve um crescimento de 18,01% na compra de produtos importados, com destaque para o Óleo Bruto de Petróleo, que saiu da marca de US$ 180 milhões, para US$ 446 milhões neste ano.

De acordo com o Centro Internacional de Negócios da Fiep, a compra do produto está associada a reposição de estoque e a baixa do dólar. Também cresceram as importações dos produtos da cadeia automotiva, como partes e acessórios de tratores (33,31%), caixa de marcha para veículos (41,7%) e motores 1.0 (246%).

Destino

Atualmente o principal parceiro comercial do Paraná são os EUA, que compraram US$ 1,014 bilhão em produtos paranaenses até setembro, com alta de 13,63%. Em segundo lugar vem a Alemanha (US$ 861 milhões), seguida da China (US$ 552 milhões). Já as vendas para o Mercosul cresceram 11,66%, saindo de US$ 598 milhões para US$ 667 milhões. Somente para a Argentina foram vendidos US$ 508 milhões.