Fidel Castro está deitando falação sobre o assunto, em artigos publicados no jornal oficial do governo cubano. Substituir a produção de alimentos por matérias-primas destinadas à transformação em etanol poderá aumentar a fome de milhões de pessoas em todo o mundo.

Há quem sustente que para lograr produção de cana-de-açúcar e milho, em quantidade suficiente para gerar as quantidades oceânicas de etanol calculadas para servir de alternativa ao consumo de combustíveis fósseis, será necessário cobrir uma área plantada igual àquela destinada atualmente à produção de alimentos.

E isso é algo considerado desafiante por especialistas em ciência agronômica, em primeiro lugar por causa do altíssimo investimento financeiro requerido, mas também pela localização das áreas disponíveis para o plantio, mesmo pensando no aproveitamento das áreas degradadas, nas quais os custos de recuperação também serão extraordinários.

Pesquisadores da Universidade de Minnesota, nos Estados Unidos, chamaram a atenção para as conseqüências devastadoras para a pobreza e a segurança alimentar do planeta. O aumento da produção de etanol nos Estados Unidos já ocasionou a elevação do preço do milho e a redução da área plantada com outros alimentos.

O assunto é sério e precisa ser pensado em todos os aspectos.