A Prefeitura de Curitiba conclui em 70 dias um estudo de drenagem da bacia hidrográfica do rio Barigüi, para identificar as fontes que causam o assoreamento do lago, no parque Barigüi. O levantamento está sendo feito desde a nascente do rio Barigüi, em Almirante Tamandaré, até o início do lago, em Curitiba.

Segundo o secretário municipal do Meio Ambiente, José Antonio Andreguetto, o estudo permitirá ao município ações mais eficazes e duradouras de desassoreamento, sem riscos para o meio ambiente e com economia de recursos públicos.

"Chega de soluções empíricas e improvisadas. Assim como foi feito em outras unidades do município, no Jardim Botânico e na Ópera de Arame, por exemplo, a prefeitura está buscando resolver os problemas de forma técnica e sustentável, e não mais de maneira paliativa e provisória", destaca Andreguetto.

O estudo do Barigüi também vai demonstrar também qual o melhor método de disposição e tratamento do lodo oriundo das dragagens do lago. "O material, de difícil decantação, não pode ser transportado e colocado em qualquer local. Fazer isso sem uma orientação técnica é irresponsabilidade com o meio ambiente e serve apenas para transferir o problema de um lugar para outro", diz o secretário.

A velocidade de assoreamento vem aumentado ao longo do tempo. O último desassoreamento foi feito há pouco mais de um ano. "Se as causas reais não forem identificadas e combatidas, a tendência é o problema se tornar crônico e o município ter de gastar cada vez mais recursos", explica Andreguetto.

Até a conclusão do estudo e implantação das ações efetivas, equipes da prefeitura estão fazendo, sistematicamente, a limpeza do lago para aliviar os problemas causados pelo assoreamento, como mau cheiro e acúmulo de lixo.