O Sindicato Nacional das Empresas Aéreas (Snea) entrou ontem com pedido formal de compensação dos prejuízos provocados pela ?greve branca? dos controladores de vôo, em ofício enviado à Agência Nacional de Aviação Civil. ?A conta já passa de R$ 40 milhões?, disse o diretor de Relações Governamentais do Snea, Anchieta Hélcias. Para compensar as perdas, o Snea propôs a redução de taxas por prazo determinado.

São três as medidas compensatórias: redução de 50% das taxas para uso de equipamentos de comunicação e de auxílio à navegação aérea; redução de 50% das taxas de pouso e permanência; e ?gestões junto à diretoria da Petrobrás? para que se consiga descontos de ?pelo menos 15%? no preço do querosene de aviação. O Snea ressalta que a crise é ?de inteira responsabilidade do governo federal, por imprevisão?.

Hoje as empresas se reúnem com o Procon de São Paulo para tratar dos problemas enfrentados pelos passageiros. TAM e Varig já confirmaram a presença. ?Temos menos de 50 reclamações, mas só começamos a recebê-las à noite (de anteontem)?, disse a diretora-executiva do Procon, Marli Sampaio. Segundo ela, as empresas podem ser acionadas para reembolsar gastos de passageiros com hotéis e comida. A indenização por perder compromissos será feita à Aeronáutica.

A Associação Brasileira das Operadoras de Turismo (Braztoa) vai entrar com ação judicial contra a União por causa dos prejuízos. Os clientes têm o direito de receber de volta o que pagaram pelo pacote. ?Não podemos arcar sozinhos com esse prejuízo?, disse o presidente da associação, José Zuquim.