O jogo mais esperado da segunda rodada das Eliminatórias para a Eurocopa de 2008, na Suíça e na Áustria, acontece hoje, às 16 horas (de Brasília, com transmissão ao vivo da ESPN Brasil), em Paris. A reedição da final da Copa do Mundo. De um lado, a França, já sem Zidane. Do outro, a tetracampeã Itália, com sua quarta estrela na camisa. Um confronto recheado de polêmicas.

Para os franceses, a revanche da decisão do Mundial e uma oportunidade de se firmar na liderança do Grupo B – venceu a Geórgia por 3 a 0. Aos italianos, uma chance de se reabilitar após o decepcionante empate contra a Lituânia, em casa, por 1 a 1, no sábado passado. ?De agora em diante, nós temos de colocar na cabeça que, sendo campeões do mundo, todas as partidas serão muito competitivas e precisaremos jogar dessa maneira também?, disse o volante Gattuso.

Uma das preocupações dos jogadores da "Squadra Azurra" é o clima hostil que deverá enfrentar em Paris. ?Sorte que os torcedores não entram em campo?, completou o jogador italiano. ?Mas estamos acostumados com tudo isso?.

No lado francês, o zagueiro Lilian Thuram não perdeu a chance de provocar o adversário. Além de afirmar que a França é melhor, questionou se foi justa a conquista italiana. ?Deveríamos ter ganhado aquela final. Não digo que foi um erro da história, mas, no campo, a seleção francesa foi melhor?, afirmou Thuram. ?Para resumir: não ganhou o melhor naquele dia?.

Thuram, que deixou a Juventus para defender o Barcelona, também comentou sobre o duelo. ?Eu sei que eles (italianos) esperam com impaciência esse jogo para mostrar que são ganhadores dignos, já que os pênaltis não demonstram superioridade?. Gattuso retrucou: ?Quando perdemos a Eurocopa de 2000, não criamos toda essa polêmica. É verdade que estamos acostumados a ser maus perdedores, mas eles são mais ainda?.

Na França, as novidades na equipe em relação ao time vice-campeão mundial são o goleiro Coupet, na vaga de Barthez, e Saha, no lugar de Zidane. A Itália vem sem Luca Toni, que não foi chamado pelo técnico Donadini.