As questões relacionadas às assimetrias tributárias dos fundos permanecerão na agenda da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima) em 2015. Neste ano a indústria de fundos observou a migração de recursos para produtos incentivados, como as Letras de Crédito do Agronegócio (LCAs) e as Letras de Crédito Imobiliário (LCIs), que contam com isenção de IR e com proteção do Fundo Garantidor de Crédito (FGC), para investimentos de até R$ 250 mil por CPF.

“Essa é uma pauta constante que já foi colocada junto ao Ministério da Fazenda. Sempre tivemos uma discussão receptiva e positiva. É uma agenda já bastante conhecida pelos nossos interlocutores”, disse o vice-presidente da Anbima, Carlos Massaru.

O executivo diz que a entidade seguirá trabalhando firme nessa pauta e lembrou que a indústria de fundos, que possui hoje um patrimônio líquido de R$ 2,64 trilhões, tem um papel relevante na economia, já que carrega, por exemplo, um volume expressivo da dívida pública e privada. “Os fundos têm capacidade de alcançar um número grande de investidores e também de absorver ativos da indústria”, disse Massaru. Um dos pontos que estão no topo da lista em relação a essas assimetrias diz respeito ao come-cotas, que é a cobrança antecipada do Imposto de Renda sobre os rendimentos.

“Sabemos que teremos pela frente um trabalho importante do governo em relação ao ajuste fiscal, mas por outro lado a indústria de fundos traz uma arrecadação importante, é competitiva e tem um nível de regulação bastante sólido”, disse.