O setor público (União, Estados, municípios e empresas estatais) registrou em julho superávit primário de R$ 7,904 bilhões, 40,7% acima do verificado em igual mês de 2006, que foi de R$ 5,615 bilhões. O superávit primário é o resultado da diferença entre receitas e despesas, sem contabilizar os gastos com os juros da dívida pública. É o chamado esforço fiscal, feito para evitar a expansão do endividamento público e melhorar a percepção de risco dos investidores sobre a economia brasileira.

Para o desempenho de julho, o governo central (Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central) fez uma economia para o pagamento de juros de R$ 4,952 bilhões; os governos regionais, R$ 2,224 bilhões (tendo os Estados contribuído com R$ 1,739 bilhão e os municípios, R$ 485 milhões) e as empresas estatais apresentaram resultados primários (procura medir o comportamento fiscal do governo no período) de R$ 728 milhões. As empresas estatais federais contribuíram com um superávit de R$ 708 milhões.

Acumulado

Nos sete primeiros meses do ano, o setor público acumula superávit de R$ 79,578 bilhões, correspondente a 5,58% do PIB. O governo central, no período, acumula superávit de R$ 49,068 bilhões; os governos regionais, de R$ 21,797 bilhões (sendo R$ 19,277 bilhões dos Estados); e as empresas estatais, R$ 8,713 bilhões (sendo R$ 7,834 bilhões das estatais federais).

No acumulado dos últimos 12 meses encerrados em julho, o superávit ficou R$ 106,953 bilhões, o equivalente a 4,37% do Produto Interno Bruto (PIB), um percentual bem acima dos 3,8% previstos na meta para o ano. O valor nominal do superávit em 12 meses está cerca de R$ 11 bilhões acima da meta.

No superávit em 12 meses, o governo central contribuiu com R$ 58 288 bilhões; os governos regionais, com R$ 28,278 bilhões (sendo R$ 24,486 bilhões dos Estados) e as empresas estatais com R$ 20 387 bilhões (sendo R$ 16,720 bilhões das estatais federais).