As micro e pequenas empresas (MPEs) do Estado de São Paulo registraram em março um aumento no faturamento real de 3,2%, em relação ao mesmo mês do ano passado. Foi o 18º mês consecutivo de aumento na receita na comparação anual. O resultado foi puxado pelo setor de serviços, que teve aumento de 11%. Na indústria, houve retração de 5,5%. O faturamento do comércio cresceu 2,8%.

Os dados são da pesquisa Indicadores de Conjuntura, do Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas de São Paulo (Sebrae-SP). Na comparação entre os meses de março e fevereiro, o aumento na receita foi de 8,7%. A receita total estimada para março é de R$ 26,2 bilhões (o cálculo é feito multiplicando-se o faturamento médio de R$ 19.781,00 pelas 1,32 milhão de micro e pequenas empresas do Estado).

Segundo o Sebrae, o crescimento no faturamento é resultado do consumo interno. No acumulado dos três primeiros meses do ano, o aumento é de 5,2% sobre o primeiro trimestre de 2010. Na divisão pelas quatro regiões do Estado, o pior desempenho no trimestre foi o do Grande ABC, onde o faturamento caiu 5,2% ante o mesmo período de 2010. No interior houve crescimento de 9,3%, seguido da capital paulista (4,1%) e da Região Metropolitana de São Paulo (1,3%).

Ainda de acordo com a pesquisa, em abril, 48% dos empresários esperavam estabilidade no faturamento nos próximos seis meses. Os que acreditavam que a receita vai melhorar representavam 36%, enquanto apenas 5% esperavam queda. A pesquisa também questionou os empresários sobre as expectativas em relação à economia brasileira para os próximos seis meses. A maioria esperava estabilidade (48%), enquanto 32% acreditavam em melhora e 11% avaliavam que a economia nacional vai piorar.

O Sebrae afirma que a expectativa de estabilidade se deve à projeção de crescimento moderado da economia em 2011 (tendo em vista o aumento da taxa básica de juros e as medidas macroprudenciais adotadas pelo governo para reduzir a oferta de crédito). Além disso, a base de comparação é relativamente forte, já que o faturamento das empresas está crescendo há 18 meses seguidos. A entidade ressalta também que a valorização do real ante o dólar deve afetar as atividades que concorrem com produtos importados.

A pesquisa Indicadores de Conjuntura é realizada mensalmente pelo Sebrae-SP, com apoio da Fundação Seade. O levantamento é feito junto a 2,7 mil MPEs de todo o Estado, amostra representativa das 1,3 milhão de micro e pequenas empresas da indústria da transformação, comércio e serviços.