Estudo distribuído nesta segunda-feira (3) pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) apontou que o salário mínimo do trabalhador brasileiro deveria ser de R$ 1.726 24, no mês passado, para suprir suas necessidades básicas e da família. A constatação foi feita por meio da utilização da Pesquisa Nacional da Cesta Básica de novembro, realizada pela instituição em 16 capitais do País. O salário mínimo atual é de R$ 380,00.

Com base no maior valor apurado para a cesta básica, de R$ 205 48, em São Paulo, e levando em consideração o preceito constitucional que estabelece que o salário mínimo deve ser suficiente para garantir as despesas familiares com alimentação, moradia, saúde, transportes, educação, vestuário, higiene, lazer e previdência, o Dieese calculou que o mínimo deveria ser 4,54 vezes maior do que o piso vigente, de R$ 380, e cerca de R$ 70 00 a menos que o valor apurado para outubro, quando chegou a R$ 1.797,56 (4,73 vezes).

O Dieese informou também que o tempo médio de trabalho necessário para que o trabalhador que ganha salário mínimo pudesse adquirir o conjunto de bens essenciais aumentou em novembro, na comparação com o mês anterior. Desta maneira, na média das 16 cidades pesquisadas, o trabalhador que ganha salário mínimo necessitou cumprir uma jornada de 101 horas e 11 minutos, quase 2 horas a mais do que em outubro, quando o comprometimento correspondia a 99 horas e 19 minutos. Em novembro de 2006, a jornada necessária ficava em 100 horas e 29 minutos.