Com os juros subsidiados do Programa de Sustentação do Investimento (PSI) para bens de capital, os bancos de montadoras têm aumentado o repasse de recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Dos R$ 85,8 bilhões liberados pelo BNDES em operações indiretas entre janeiro e novembro de 2010, cerca de 10% foram para bancos ligados a montadoras de ônibus e de caminhões, também contemplados pelo programa para máquinas e equipamentos.

Segundo a Associação Nacional das Empresas Financeiras das Montadoras (Anef), a linha Finame do BNDES, que financia bens de capital com juros reduzidos pelo PSI, foi utilizada em 71% das vendas de veículos comerciais em 2010. O padrão dos anos anteriores era de 50%.

Criado em 2009 para estimular investimentos em meio à crise, o PSI contempla ônibus e caminhões como bens de capital. Os juros foram reduzidos com subsídio do Tesouro e chegam ao tomador com taxas entre 7% e 8% ao ano, sendo ainda menor no programa Procaminhoneiro. Antes, as taxas superavam 12%.

Entre julho de 2009 e outubro deste ano, o PSI financiou R$ 28 bilhões em veículos pesados pela Finame e outros R$ 6,7 bilhões pelo Procaminhoneiro. Embora a maior parte dos contratos para veículos comerciais seja feita por meio dos grandes bancos, a demanda alta de caminhões fez as financeiras de montadoras, que já operavam com forte dependência do BNDES, se destacarem ainda mais na lista de credenciados da instituição estatal. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.