O Ministério da Previdência decidiu investigar 160 mil benefícios suspeitos de irregularidade, segundo o ministro Romero Jucá. De acordo com ele, os técnicos do ministério estão cruzando dados de diferentes cadastros disponíveis para comprovar, por exemplo, o pagamento de benefícios a pessoas já falecidas, pessoas aposentadas por invalidez que voltaram ao trabalho, entre outras irregularidades.

?Os cruzamentos que estão sendo feitos poderão levar a uma série de bloqueios de benefícios irregulares?, disse Jucá. O bloqueio do pagamento desses benefícios ainda não foi feito, segundo o ministro, para evitar injustiças.

O ministério não informou o volume de recursos envolvidos nas investigações, mas Jucá destacou que esta é uma das ações do ministério para melhorar o resultado da Previdência Social.

No final de 2003, o então ministro Ricardo Berzoini determinou o bloqueio dos benefícios de aposentados com mais de 90 anos para apurar eventuais irregularidades. Houve filas e confusão. Com a péssima repercussão, o governo foi obrigado a voltar atrás, suspendeu a medida e transformou o recadastramento dos aposentados em um ato voluntário.

No início deste ano, porém, a Previdência reiniciou o processo de contagem dos seus beneficiários. O processo agora é focado no cruzamento de diferentes cadastros. As informações sobre as aposentadorias, pensões e auxílios vêm sendo checadas com outras bases de dados – Receita Federal, tribunais eleitorais e Ministério da Saúde – para verificar divergências.

O ministério também tem feito convênios com os bancos que fazem o pagamento dos benefícios para que participem do recadastramento. O Banco do Brasil – o maior pagador da Previdência – já acertou uma parceria.