O ministro da Fazenda, Guido Mantega, se reuniu ontem com investidores americanos em Washington para convencê-los de que o Brasil conseguiu superar a crise global antes da maioria dos outros países e afirmou que o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro já cresce a um ritmo de 4,5% ao ano. Na sua apresentação, Mantega disse que o fluxo de capital para o Brasil se intensificou e acrescentou que o único risco seria uma valorização muito forte do real por causa da entrada de dólares. O governo, disse, aproveitou para incrementar as suas reservas internacionais, que já estão em US$ 210,4 bilhões.

Em crises anteriores, segundo Mantega, o Brasil foi obrigado a implementar políticas pró cíclicas. Desta vez, mais preparado, o governo pôde levar adiante políticas anticíclicas, o que abre espaço para uma política monetária expansionista. Além disso, situação fiscal brasileira é melhor do que a de todos os países do G-20 (grupo das 20 maiores economias do mundo), de acordo com os números apresentados por Mantega aos investidores americanos. É o único destes países que já em 2010 estará próximo de zerar o déficit fiscal. O ministro ressaltou que o pacote fiscal brasileiro representou apenas 0,2% do PIB, enquanto o da China equivale a 13% e o dos EUA, 5,6%, de suas economias.

“Nós já crescemos a um ritmo de 4,5% ao ano e todos os analistas concordam com isso”‘, afirmou Mantega a jornalistas depois da sua apresentação aos americanos, que durou pouco mais de uma hora e foi acompanhada por cerca de 50 pessoas. E este resultado, segundo ele, foi alcançada sem deteriorar as contas públicas. Os investidores americanos demonstraram receio com um possível aumento dos gastos do governo em 2010, por causa das eleições presidenciais. Mantega negou que isso irá ocorrer. Sobre política energética, eles pediram – e receberam – garantias de que o Brasil continuará aberto a investimentos estrangeiros.