A medida provisória que permite aos bancos públicos comprar ativos de instituições financeiras responde apenas a uma necessidade do momento. A declaração foi feita nesta quarta-feira (22) pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, ao explicar a Medida Provisória 443, que autoriza o Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal a adquirir participações em instituições financeiras.

“Depois de compradas as instituições e restabelecidos os créditos, a liquidez na economia, essas instituições poderão ser revendidas no mercado a preço de mercado. Ela deverá ser revertida no futuro”, disse Mantega.

O ministro não quis informar que bancos estão com problemas de liquidez no momento. Ele afirmou apenas que o sistema financeiro brasileiro é um dos mais sólidos do mundo. “Quem diz isso não sou eu. A cada diz sai mais análise de instituições respeitáveis dizendo que o Brasil tem um conjunto de instituições das mais sólidas do mundo”, disse.

Mantega deixou claro que, embora o governo venha adotando medidas contra a crise internacional, um dos grandes problemas continua sendo a falta de liquidez, o que, segundo ele, tem trazido problemas para algumas instituições financeiras.

“Por exemplo, instituições de pequeno porte e de médio porte. Como já disse, as carteiras que nós tínhamos visto são todas carteiras sólidas, mas por questões momentâneas, com travamento da liquidez internacional, algumas instituições poderão ter alguma dificuldade”, avaliou.