cafe191204.jpg

Convênio trará recursos para
serem aplicados no Paraná.

O presidente do Iapar – Instituto Agronômico do Paraná, Onaur Ruano, assinou sexta-feira (17), em Brasília, convênio com o Consórcio Brasileiro de Pesquisa e Desenvolvimento do Café, no valor de 264,4 mil reais. Os recursos vão ser aplicados, em 2005, no programa de pesquisas em café realizado pelo IAPAR, que conta com o apoio da Secretaria da Agricultura.

Com um custo anual direto superior a R$ 1milhão, o Programa Café do Iapar tem a maior parte do seu investimento e custeio garantidos pelo governo do Estado. Nos últimos 32 anos, desenvolveu um conjunto de tecnologias, como o sistema de produção do café adensado, por exemplo, que permitiu a manutenção de uma cafeicultura competitiva no Paraná.

"Só com o lançamento da cultivar IPR 98, neste ano, com resistência a todas as raças de ferrugem, os cafeicultores do Paraná deixarão de aplicar 380 toneladas de fungicidas por ano nas suas lavouras para o controle da doença", comentou o presidente do Iapar.

Segundo Onaur Ruano, além do benefício ambiental e para a saúde humana que isso representa, o custo de produção é reduzido, significando uma economia anual para a cafeicultura do Estado em aproximadamente 7,5 milhões de reais. O pesquisador e líder do Programa Café do Iapar, Armando Androcioli Filho, também comemora a aprovação da liberação desses recursos do consórcio. "Eles permitem reforçar as atividades de vários projetos de pesquisa estratégicos e importantes para a cafeicultura do Estado" explicou.

O Consórcio Brasileiro de Pesquisa e Desenvolvimento do Café congrega mais de 40 instituições brasileiras entre universidades e institutos de pesquisa, em todos os estados produtores de café no País. Ele tem como finalidade, articular as instituições e apoiar financeiramente projetos de pesquisa para a cultura com recursos oriundos do Funcafé e outras fontes.

Projetos

Sãos os seguintes os projetos do Iapar aprovados para recebimento dos recursos:

– Arborização em cafezal para proteção contra geadas;

– Modelos fisiológicos para predizer a produção e respostas a estresses ambientais e bióticos na cultura do cafeeiro;

– Obtenção de cultivares de café resistentes à ferrugem para o Paraná;

– Seleção de cafeeiros com resistência à ferrugem, nematóides e bicho mineiro para propagação vegetativa;

– Desenvolvimento de cultivares de café para colheita escalonada;

– Manejo da fertilização de lavoura cafeeira adensada com base no ciclo de maturação dos frutos;

– Patogenicidade de Colletotrichum spp. isolados de cafeeiros dos Estados do Paraná e São Paulo;

– Estudo da importância de plantas invasoras na elevação, redução ou manutenção de níveis populacionais de Meloidogyne paranaensis em áreas de renovação da cultura do cafeeiro;

– Viabilização da produção de café em sistemas de cultivo com alta densidade de plantio;

– Consorciação da seringueira com cafeeiro no Estado do Paraná;

– Caracterização molecular de enzimas-chave do metabolismo de açúcares em café

– Obtenção de plantas de café com maior tolerância a estresses abióticos via manipulação da biossíntese de prolina .